Decisão de uma vida !

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Pense como o casal da história, que decisão você tomaria Aborto ou Doença Congênita ?

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Decisão de uma vida !

Mensagem por Kadysuka Zynatch em Dom Jun 20, 2010 9:37 am

Pensilvânia, dia 18 Setembro 1998
Hora: 11:20 min


Era uma linda manha de sábado, Anne estava no quintal, pintando ao ar livre, esse que era um hobby desde quando era pequena.
Anne estava pintando uma linda paisagem de seu próprio quintal, com uma leve brisa batendo em seu rosto, ela estava simplesmente feliz...

Anne Mac'Kaleen era uma mulher 32 anos, seu maior passatempo, era fazer suas pinturas ao ar livre... Ela é uma mulher que passou por muitos obstáculos em sua vida, mas sempre se manteve forte perante eles, e nunca desistiu.
Ela é casada com Robert Mac'Kaleen, há 5 anos... Ele é um arquiteto é um homem dedicado e responsável, que faz de tudo para ver sua mulher feliz.


Quando estava ali desfrutando de seu momento, ela sente o bebê chutar, com um largo sorriso em sua face, ela para a pintura e acaricia sua barriga, agora com 12 semanas de gestação.

Esse bebé é um sonho de Anne e seu marido, eles tentam há 3 anos ter filhos... Ela já sofreu 2 abortos espontâneos, agora com uma idade já avançada é uma grávidez mais complicada.

Enquanto, ela falava com seu bebé, o telefone toca... Anne rapidamente vai atende-lo na sala de estar.

- Alo? - pergunta Anne.
- Oi, querida... está tudo bem? - diz Robert, não conseguindo ouvir a voz de Anne.
- Quem é ? ligação está ruim, não estou ouvindo nada... - disse Anne, não conseguindo distinguir a voz de seu marido.

Robert - Ele, então foi para um local mais tranquilo aonde podesse falar com sua esposa...
Anne - Enquanto isso, ela vendo que a linha não caiu, continua no telefone...

- Oi, querida está me ouvindo agora ? - perguntou Robert, tampando um dos ouvidos.
- Oi, amor... sim, agora eu estou escutando ! - falou Anne, com a mão sobre à barriga.
- Querida, eu só liguei pra saber como você está... tudo bem ? - perguntou seu marido preocupado com Anne.

A preocupação dele era devido ao sonho que ele teve num cochilo no serviço, ele sonhou que seu bebé tinha um dos braço invertido, e quando ele tocou no braço dele, viu o braço se despedaçando virando pó ao vento.

- Sim, eu estou bem... você me parece preocupado, aconteceu algo ? - perguntou sua mulher... ela que estava andando na sala de estar.

Após, ela terminar de falar, começou a sentir uma tortura...

- Anne, o que está acontecendo... ? - pergunta Robert aflito.
- Querido, eu preciso... - diz Anne, quando desmaia no sofá...
- Anne, Anne... fala comigo... - exaltou Robert, não desligando o celular, chamando por sua mulher...

Raph, estava vindo falar com Robert sobre a planta da casa ecológica, que eles estavam trabalhando.
Robert ao ver Raph lhe pediu :

Raph, liga pra ambulância... minha mulher está passando mal, eu vou pra casa... acho que chego antes da ambulância.

- Pode deixar, eu tomo conta das coisas... me liga, depois ! - indagou Raph, vendo a aflição de seu amigo e colega de trabalho.

Robert, então sai correndo do serviço, indo ao estacionamento pegar seu carro e se encontrar com Anne...

Casa dos Mac'Kaleen
Hora: 11:55 min


Perto de chegar em casa, Robert se depara com uma grande movimentação, muitas pessoas na rua e a ambulância para em frente sua casa...
Robert, sai correndo desesperado de seu carro, indo em direção a sua casa.
Quando, vê uma maca, ele vai até ela... e vê que é sua mulher...

- Querida, Querida... acorda ! - falou Robert aos prantos, deseperado com aquela cena.
- Senhor, calma... ela vai ficar bem ! - disse o socorrista, tentando acalmar o marido de Anne, e para que ele soltasse a maca.

Ele sem saber o que fazer, soltou a maca e caiu de joelhos no chão... É como se a vida dele estivesse indo embora, ele simplesmentenão acreditava no que estava acontecendo...

- Senhor, pode ir na ambulância com a gente ! indagou o socorrista, levantando Robert do chão.

Com a ajuda do socorrista, ele se levantou e foi caminhando até a ambulância em estado de choque, sem falar uma única palavra...
Chegando dentro da ambulância, ele segura a mão de sua esposa e olha para o rosto lúgubre dela.

Hospital Sant'Life
Hora: 12:16 min


Os socorristas rapidamente tiram a maca da ambulância e leva Anne para o Pronto Socorro...

- Vamos rápido, como está o pulso dela ? pergunta o socorrista, correndo com a marca pelo hospital.
- Estável ! - diz um dos socorristas, com a mão no pulso dela.

O Robert apenas acompanhando a situação de longe, segurando a mão da mulher e correndo com a ambulância...
Perto do Pronto Socorro, um dos socorristas lhe fala:

- Desculpe, Senhor... abri o Senhor não pode entrar.

Robert solto à mão da esposa e a deixou ir e foi olhar pelo vidro a movimentação dos médicos...
Era uma movimentação muito intensa, Robert não sabia nem o que pensar, ele apenas queria levar sua esposa pra casa.
Robert ficou olhando, ele estava atónico... Até que um dos médicos veio falar com ele.

- O Senhor é marido da paciente ? - perguntou o médico.
- Sim, doutor... - indagou o Robert - E como ela está ?
- Ela está bem, ela sentiu uma brusca queda de pressão. - disse o médico, mas ainda estava com uma expressão preocupada.
- Doutor, você falou que ela está bem só que sua expressão diz outra coisa, aconteceu algo? - pergunta o marido da paciente, aflito com o médico.
- Ela só precisa repousar, entretando eu fiz um ultrassom nela, para ver como o bebé estava... e quando o bebé virou no ultrassom, e notei que ele tem uma doença congênita.
- Como assim doença congênita ? - perguntou Robert trémulo perante aquela situação de sua esposa.
- Quando seu filho se virou no ultrassom, eu notei que ele não tem a formação concluída de um dos braços. - falou o médico.

To Be Continued Neutral


Última edição por Kadysuka Zynatch em Seg Jul 12, 2010 4:09 pm, editado 1 vez(es)
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Aborto ou Doença Congênita ?

Mensagem por Kadysuka Zynatch em Sab Jul 10, 2010 8:42 pm

Nesse breve documentário, eu abordei dois temas polêmicos com imagens fortes, se tiver estomâgo forte não veja seu conteúdo.

Eu deixei uma enquente no início da história, quero saber a opinião de vocês sobre esse caso, o que vocês fariam...

Aborto

Um aborto ou interrupção da gravidez é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou artificial, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o fim da vida do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas entre outras.

Após 180 dias (seis meses) de gestação, quando o feto já é considerado viável, o processo tem a designação médica de parto prematuro. A terminologia "aborto", entretanto, pode continuar a ser utilizada em geral, quando refere-se à indução da morte do feto.

Através da história, o aborto foi provocado por vários métodos diferentes e seus aspectos morais, éticos, legais e religiosos são objeto de intenso debate em diversas partes do mundo.


Video de Aborto em tempo real:

http://www.abortionno.org/

OBS: Esse site contém imagens fortes !



Os seguintes termos são usados para definir os diversos tipos de aborto a partir da óptica médica:

Aborto espontâneo: aborto devido a uma ocorrência acidental ou natural. A maioria dos abortamentos espontâneos são causados por uma incorreta replicação dos cromossomos e por fatores ambientais. Também por ser denominado aborto involuntário ou casual.

Aborto induzido: aborto causado por uma ação humana deliberada. Também é denominado aborto voluntário ou procurado, ou ainda, interrupção voluntária da gravidez. O aborto induzido possui as seguintes subcategorias:

Aborto terapêutico:

  • Aborto provocado para salvar a vida da gestante.
  • Para preservar a saúde física ou mental da mulher
  • Para dar fim à gestação que resultaria numa criança com problemas congênitos que seriam fatais ou associados com enfermidades graves.
  • Para reduzir seletivamente o número de fetos para diminuir a possibilidade de riscos associados a gravidezes múltiplas.

Aborto eletivo:

  • aborto provocado por qualquer outra motivação.


Quanto ao tempo de duração da gestação

Aborto subclínico: abortamento que acontece antes de quatro semanas de gestação.
Aborto precoce: entre quatro e doze semanas.
Aborto tardio: após doze semanas.

Doença Congênita

Doenças congênitas (português brasileiro) ou doenças congénitas (português europeu) são aquelas adquiridas antes do nascimento ou até mesmo depois do mesmo, no primeiro mês de vida, seja qual for a sua causa. Dentre essas doenças, aquelas caracterizadas por deformações estruturais são denominadas usualmente por anomalias ou malformações congênitas.

Malformação congênita é uma condição presente ao nascimento onde a hereditariedade não pode ser imediatamente excluída e não está necessariamente causando a anomalia que se apresenta . Pode ser definida portanto como qualquer defeito na constituição de algum órgão ou conjunto de órgãos que determine uma anomalia morfológica estrutural presente no nascimento por causa genética , ambiental ou mista.

Essa definição abrange todos os desvios em relação à forma, tamanho, posição, número e coloração de uma ou mais partes do corpo capazes de ser averiguadas macroscopicamente ao nascimento e/ou por ser discreta que não tenha sido verificada na ocasião em que a criança nasceu e só se manifeste clinicamente mais tarde.

Nesse sentido não se distingue de "erros inatos do metabolismo", "enfermidades genéticas" ou "doenças congênitas" no sentido amplo de desvios do estado de saúde devido total ou parcialmente à constituição genética do indivíduo, embora a condição de deficiência (handicap), mesmo associado às malformações graves (com perda de função da área afetada), não correspondem exactamente à noção de ausência de saúde.

Essas doenças, caso não sejam visíveis, podem ser descobertas através do "teste do pézinho", testes de screening (triagem) neonatal nos quais é recolhida uma gota de sangue do calcanhar do bebê (normalmente entre o quarto e o sétimo dia de vida).

Agora vou demonstrar alguns tipos de doenças congênitas, esses casos são as 8 maiores deformidades !

E tu que achava que as tuas orelhas de abano te deixavam esquisito… Que tal olhar para as imagens abaixo e ver o que realmente são deformidades corporais?

Bebé Sapo



Em 2006, este bebê nasceu na Índia, atraindo muitas pessoas para vê-lo. A criança nasceu sem pescoço e com olhos enormes, praticamente saltando das órbitas.

A criança morreu, (in)felizmente, meia hora depois do parto, sendo então levado do hospital. Após a notícia de seu nascimento ser divulgada, uma multidão surgiu para vê-lo. A polícia teve que ser chamada para controlar a multidão.

O bebê nasceu com 2kg, após uma gestação de nove meses. A mãe, que tem outras duas filhas normais, não sofreu nenhum tipo de problema durante a gravidez.

Homem com Rabo



Também vem da ͍ndia Chandre Oram, o homem com o cóccix um pouco mais desenvolvido do que o normal: sua pseudo-cauda tem 33cm de comprimento. Esta condição extraordinária faz com que as pessoas da sua aldeia tenham uma certa devoção por ele. Muitas acreditam terem sido curadas de doenças após tocar em sua cauda.

Apesar da popularidade, Oram ainda não conseguiu casar. Quase 20 mulheres já negaram pedidos de casamento. Ele diz que ao vê-lo pela frente, elas topam casar. Mas é só ele virar de costas para que elas mudem de idéia.

Apesar dos problemas, Oram não quer retirar a cauda. Ele diz que seu rabo já faz parte de sua vida.

Bebé Ciclope



Este bebê nasceu em 2006, na ͍ndia, com apenas um olho e sem nariz. A equipe médica que o atendeu acredita que este problema foi causado por uma droga anticâncer experimental. Outra causa levantada para o problema é desordem cromossômica. A criança, uma menina, ainda conseguiu sobreviver alguns dias após o parto.

Menina Com Quatro Pernas



Vários locais noticiaram a operação que esta menina sofreu em nesta ano. Lakshmi Tatma tem dois anos e, segundo os especialistas que a atendem em um hospital de Bangalore, é ligada pela pelve a uma gêmea siamesa que não se desenvolveu completamente.

A menina nasceu em um pequeno vilarejo no Estado de Bihar. Alguns dos moradores locais acreditavam se tratar da reencarnação da deusa indiana da riqueza, Lakshmi, cuja imagem é conhecida pelos múltiplos braços e pernas.

A Mão Mais Larga do Mundo



Lui Hua sofre de uma anomalia rara chamada macrodactilia. Quando foi hospitalizada em Xangai, em 2007, seu polegar esquerdo media 26cm, enquanto seu indicador tinha em torno de 30cm. Em 20 de julho, os médicos reduziram seus dedos em uma cirurgia de 7 horas. No procedimento, foram removidos mais de 5kg de carne e ossos.

Pés Para Trás



Wang Fang, 27 anos, da cidade de Chongqing na China nasceu com os pés virados para trás. Ela aprendeu a viver desta forma e recentemente recusou uma aposentadoria por invalidez. “Eu posso correr mais rápido do que a maioria de meus amigos e trabalho como garçonete em um restaurante familiar. Não há razão para ser tratada como inválida.”

Mamilo no pé



Este caso chegou a ser publicado em uma revista científica. Uma mulher de 22 anos procurou auxílio médico devido a uma lesão na sola do pé. Uma análise mais precisa revelou que lá havia um mamilo, com todas as glândulas e até mesmo pêlos. Foi o primeiro caso reportado, em nível mundial, de um terceiro mamilo na sola do pé.

Homem Árvore



O pescador indonésio de 35 anos conhecido por Homem-Árvore, graças à enorme quantidade de verrugas que ele tem em seu corpo.

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Coisa medonha :s

Mensagem por koinHeartnet em Seg Jul 12, 2010 5:44 pm

Kady é uma pessoa diferente, mas está legal a história Very Happy

koinHeartnet
Noob !! Participa mais do fórum...

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Estranho.. '-'

Mensagem por Enryuu em Seg Jul 12, 2010 6:01 pm

Isso foi estranho... Muito estranho xD
Fic diferente... Muito diferente xD
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Ausência !

Mensagem por Kadysuka Zynatch em Ter Ago 31, 2010 4:44 pm

Gente, me desculpe... Eu estou atrasada em postar as histórias/fanfic's, eu estou num momento profissional que se deva dar mais atenção e acabei ficando sem tempo para me dedicar as mesmas. Mas eu voltarei a postar, dar continuidade, é um compromisso que eu tenho com vocês. Porém, tenho boas notícias, como esse tempo sem escrever, novas idéias vão surgindo; novas histórias, aprimoramento das ativas e afins.

Aguardem, eu informo vocês !

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Transtorno !

Mensagem por Kadysuka Zynatch em Ter Set 14, 2010 12:01 pm

Ao ouvir aquilo, o homem cai sentado no chão com uma dor intensa no coração. Ele aperta seu peito, mas não é a dor que o incomoda, mas sim o fato de não entender o que aconteceu aquilo e por quê aconteceu...
O medico ficou ali olhando o homem desolado com a notícia, mas o que ele podia falar para confortar ele...

- Senhor, eu sei que é duro essa notícia... - estava falando o doutor, quando foi interrompido...
- Não, não... você não sabe o que eu estou sentindo... - diz Robert com a mão na testa, puxando os cabelos. - Minha mulher já sofreu vários abortos espontâneos, que eu já perdi a conta, o que é isso castigo ?

Após desabafar, o marido começa a bater a cabeça com muita força na parede, isso lhe causa um leve sangramento.

O médico vê uma enfermeira que estava olhando eles de longe e pede ajuda, a enfermeira se abaixa, toca no rosto do homem lugúbre e diz-lhe:
- Eu sei o quê você está passando, eu já sofri um aborto, mas não adiantar ficar aqui se martirizando, isso não vai resolver nada. Agora precisamos ir ver como sua esposa está, mas primeiro, vamos ver seu ferimento, ok? - A enfermeira se levanta e dá a mão para Robert.

Dali eles foram fazer o curativo, ele levou 4 pontos e teve que enfaixar a cabeça, evitando assim que os pontos abram...

Enquanto isso...
Hora: 13:25 min


O Médico estava no leito onde Anne descansava, fazia os últimos exames...
Todavia, ele estava ali olhando os batimentos cardíacos do bebé, a mulher acorda... meio zonza, confusa...

- Aonde eu estou? Cadê meu marido?
- Está tudo bem senhora, seu marido está lá fora, eu vou chama-lo. - diz o médico.

Minutos depois...

Robert entra no leito aflito, pensando que a mulher já sabia...
- Querida, como você está ? está sentindo alguma dor?
- Não, eu estou bem... só tive uma queda de pressão é normal da gravidez. - falou Anne, olhando seu marido se andando em circúlos, a cada palavra que ela pronunciava. - Não precisa ficar preocupado.

Robert se aproximou dela e começou a beijar sua mão.

- Amor, vai ficar tudo bem. Enquanto sua palavras eram expressadas, seus sentimentos não eram diferentes...
E ela percebe, que algo tinha acontecido.
- Amor, você quer me falar algo? - Pergunta Anne, acariciando o rosto de seu marido. - O que aconteceu com sua cabeça?

Ao perguntar à seu marido, ele não a responde... Robert ficou cabisbaixa, não sabia o que falar, ele simplesmente se escondeu no silêncio.
Porém, Anne começa a ficar desconfortável com aquela situação, e começou a perguntar o que tinha acontecido, olhou para seu marido, olhou para o médico...

- Doutor, o que aconteceu é algo com meu filho? Ela já começava a chorar, o que se passava em sua mente eram em outro aborto espontâneo, ela não aguentaria outro baque daquele. - Eu vou perder meu filho?
- Dona Anne, seu filho está bem, porém... nos últimos exames que eu fiz para ser mais especifico, eu notei uma anomalia em seu filho... - fala o médico.
- Anomalia? Meu filho está deformado? - Pergunta a esposa não acreditando no que está ouvindo, ela começa a olhar para os lados incansavelmente e puxar os lenções de onde estava deitada.

Robert imediatamente se aproxima e segura o rosto de sua esposa...
- O que ele quer dizer é que nosso filho vai nascer sem um dos braços... - diz Robert, antes de falar as lagrimas já escorriam por seu rosto, era uma torrente de emoções, não tem como descrever tal sentimento.
As palavras ditadas por seu marido soaram como socos violentos que destruiram seu coração... Ela ficou sem reação é como se ela morresse, algo ali em seu coração estava morto.

O médico já estava acostumado com aquelas situações, então ele apenas se retirou e deixou os dois pensando no que fazer e como agir.

2 Horas depois...

Robert pede ajuda a uma enfermeira que ali passava no momento e perguntou da sala do médico...
Então, o casal foram levados até a sala do médico... Bom, agora ali eles sentados esperando uma ter uma forma de rever ter a situação, pelo menos encontrar um meio de conforto se isso era possível.

- Doutor, então o que é feito nesses casos? - Pergunta Robert com os olhos inchados e avermelhados, literalmente destruído e com a fala fraca, sem força.
- Bom, o que é feito nesses caso de "doença congênita" o casal não queria ter a criança é indicado o "Aborto terapêutico".

Ao ouvir a palavra "aborto", Anne que não falou nada até aquele momento, começou a gritar freneticamente; Eu não quero abortar, eu não quero, não quero, não... ela ficou fora de si, seu marido tentava acalma-la conversando, mas sem machuca-la... foi quando ela deu um tapa na cara dele.

- Eu não abortar, eu não, nãaaao ! - disse Anne, que tinha caido no chão e agora se arrastava para um canto da sala.
O Marido não teve reação quando levou o tapa, ele sabia que só de supor a idéia de abortar, ia deixar ela transtornada.

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A morte de um desejo recíproco !

Mensagem por Kadysuka Zynatch em Qua Out 20, 2010 5:53 am

Robert ficou ali, olhou para ela, olhou para o médico...

- Quer que chame alguém? - disse o médico, preocupado com Anne, visando o bem estar dela e seu filho.
- Não, doutor... Eu sei como resolver isso, pode nós deixar a sós ? - perguntou o Marido da paciente.
- Se precisar de min, eu estarei ali fora... - falou o médico, deixando-os ali em seu consultório.

Robert olha para sua esposa, ele está pensando no que fazer... Ele, então vai se aproximando de Anne, e se senta ao lado dela.
Ele não esboça nada, apenas faz um carinho em seus cabelos, que a faz virar e o abraçar. Anne fica chorando em seus braços e falando e repetindo; Eu não quero abortar, essa pode ser a minha última chance...

Seu marido entende a angústia dela é frustante para ele também. Eles ficam ali abraçados e ele a beija, antes de começar a falar...

- Amor, eu sei que você quer esse bebé, mas não é nossa última chance... - indagou Robert, sem desviar o olhar de sua mulher.
- Eu sinto que é minha única chance, você não entende ! - diz Anne, tirando as mãos de Robert de seu rosto e indo correr para fora do consultório. Porém, é impedida por seu marido que segura seu braço.
- Eu te entendo, nunca duvide disso ! - disse ele com uma lagrima discreta escorrendo por seu rosto.

Ela para, fica de cabisbaixa ao ouvir as palavras de seu esposo, ela sabe que ele é sincero no que diz. Nisso ela se vira e ver a lágrima que escorre por seu rosto e delicadamente passa a mão sobre a lágrima secando-a e o beija.

- Querido, eu quero ir para casa. - fala sua esposa.

Nesse momento, o médico bate na porta e perguntando se podia entrar... Eles permitiram e o marido já de imediato perguntou se ele poderia levar sua mulher para casa. O doutor foi até sua mesa e olhou os exames e a liberou, desde que ela ficasse em repouso, sem se estressar.

Eles concordaram e sairam da sala, indo diretamente ao carro...

- Aonde será que eu deixei o carro ? - pergunta Robert olhando para os lados, quando avista seu carro numa calçada um pouco distante da entrada principal do Hospital.

Ele vai até o carro abraçado com sua esposa e abre a porta do carro para ela. No caminho de casa, Anne não pronunciou nenhuma palavra, apenas ficou com a cabeça encostada na poltrona do carro, virada de costas para Robert.
Ele não pronuncia palavras, apenas faz um gesto de afeto... e faz um carinho no cabelo dela.

Casa de Robert e Anne Mac'Kaleen
Hora: 16: 41 min


Ao chegar em casa, o silêncio ainda era evidente...
- Amor, você não quer nada para comer, eu preparo... - diz Robert.
- Eu vou me deitar, estou muito cansada. - falou Anne que estava subindo em direção ao seu quarto.

Ele já estava preparando um lanche para ela...
- Ah, tudo bem, se precisar de mim é só me chamar. - indagou seu esposo.

Anne já estava deitada em seu quarto, ela não conseguia dormir, não parava de pensar em tudo que tinha acontecido. Ela pensava que aquilo só podia ser um pesadelo e se ela acordasse, nada seria real.
No entanto, mesmo tentando se distrair comendo e indo assistir televisão, Robert não conseguia também desligar seu pensamento dos ocorridos de hoje.

Ele se perguntava: Por que isso está acontecendo, eu não seria um bom pai? - Quando jogou o copo na tela da televisão.

Muitos pensamentos rondavam o casal, por que aquilo era a morte de um desejo recíproco !

2 dias se passaram...

Anne estava dormindo quando o telefone tocou, ela não estava querendo atender, mas pensou que podia ser Robert, ele tinha ido ao Hospital pegar o restante dos exames. Ela decidiu atender o telefone...

- Alô, Anne? Como você está?
- Oi, Giulia é você mesmo? Há tempos que eu não te vejo...
- Sim, eu estou na cidade e estou pensando em dar uma passada na sua casa.
- Seria bom, eu estou sozinha em casa, meu marido foi ao médico pegar uns exames meus...
- Você está bem ? Algum problema?
- Não, ele foi pegar uns exames de rotina que eu não tive tempo de pegar.

Anne se animou de estar falando com uma amiga dos tempos de escola... Giulia é uma arqueóloga, passa a maioria do seu tempo viajando pelo mundo todo pesquisando em escavações, fazendo pesquisas.
Giulia já estava na porta da casa, ela até viu quando o Robert saiu de carro.

Porém, o que Anne não notou é que estava sangrando, só notou isso quando foi se levantar...

- O que ? Anne começa à tocar suas pernas que estavam enchargadas de sangue, ela então começa à entrar em desespero, começa a gritar... Nesse momento, sua amiga estava no telefone e escutou o grito e entrou na casa.

Quando chegou no quarto de sua amiga, Giulia vê Anne caida no chão com as pernas banhandas em sangue, imediatamente ligou para emergência.

12 min depois...

Os socorristas chegam rapidamente e levam ela para à ambulância e Giulia acompanhou.
Chegando ao hospital, ela foi levada às pressas para o pronto-socorro.
Eles já sabiam o que tinha acontecido, Giulia até perguntou aos socorristas o que estava acontecendo, porém eles não falaram e entraram com a paciente.

Alguns minutos depois... Ela já não aguentava de ansiedade e procurou por respostas, indo falar com à recepcionista...

- Oi, poderia me informar o estado da minha amiga?
- Qual é o nome dela ? pergunta à recepcionista.
- Anne Mac'Kaleen.
- O médico vai vim falar com você, ele já acabou - indagou à recepcionista.

O doutor estava vindo e não eram com boas notícias...

- Então, doutora o que aconteceu? - pergunta Giulia, mostrando aflição.
- O que você é dela ? perguntou a médica. - Parente, amiga?
- Eu sou amiga dela, mas doutor me fala o que está acontecendo... Eu nunca vi tanto sangue na minha vida.
- Desculpe, é uma situação delicada, eu preciso falar com um parente; irmão, marido ou pai. São normas do hospital.
- Não acredito nisso... Ok, eu vou ligar para o marido dela, ele já deve estar em casa... - Giulia estava nervosa, mas pensou com clareza e ligou...

Giulia pega o celular e liga para casa de Anne, esperando que o Robert atenda... Felizmente, Robert havia acabado de chegar em casa e já estava procurando por Anne...
Naquele momento, ele não tinha chegado ao quarto, porém quando o telefone tocou ele foi atender lá. E se deparou com a mancha de sangue que ali estava e ficou tremendamente assustado, e não conseguiu atender o telefone de imediato. Mas a amiga de Anne liga novamente e na segunda ligação, ele acabou atendendo o telefone pensando que poderia ser Anne...

- Anne?
- Oi, alô...Robert... quem está falando é a Giulia, eu preciso que você venha aqui no Hospital Sant'Life...

Antes que ela da terminasse de falar... ele já saiu apreensivo, pegou seu carro e correu para o Sant'Life.

- Algo aconteceu com meu filho, eu sinto isso, eu sinto - As palavras tinham um efeito gritante na mente de Robert, era um pensamento insistente e pertubador que o amedrontava.

6 min depois...

Robert chega ao Hospital e vê uma mulher andando de um lado para o outro, ele foi direto à recepcionista e prontamente perguntou por sua esposa. Giulia ouviu ele perguntando de Anne, então ela foi ao seu encontro para falar da esposa dele...

Eles não se conheciam pessoalmente, ela era apenas uma velha amiga de sua esposa, mas sua mulher já tinha falado sobre ela.

- Oi, Robert... que momento ruim para nos conhecermos, eu sou amiga da Anne... - diz Giulia, tentando acalmar ele, conversando.
- Aonde está minha esposa, o que aconteceu com ela? - pergunta Robert, ainda com aquele pensamento fixo... "Algo aconteceu com meu filho, eu sinto isso, eu sinto" - Eu preciso ver minha esposa, cadê o médico?
- Tenta se acalmar, a doutora virá falar com você...

Com aquela movimentação no Hospital... A mulher da recepção chamou o segurança, que veio abordar Robert.

- O que está acontecendo, senhor? disse o segurança. - O senhor deve se acalmar, estamos num Hospital.
- Eu preciso ver minha esposa, é dificil de entender?... - falou Robert, agindo com a emoção.

Criou-se um tumulto no ambiente e o médico chegou para falar ele... eles foram até o consultório da doutora conversar.
Agora no consultório da doutora, eles se sentaram, Giulia estava presente.

A doutora não ficou de rodeios para dar a noticia e foi direto ao assunto...

- Sua esposa chegou aqui com hemorragia externa, devido a uma infecção, perante a isso tivemos que retirar a criança e salvar a vida da mãe e a infecção foi tratada.

Infelizmente, o bebé não resistiu. Sua mulher está em tratamento agora, ela perdeu muito sangue, mas pela minha experiência, ela vai sobreviver.

- A questão não é ela sobreviver, mas lidar com isso. - indagou Robert, ele não tinha mais forças para lutar, isso já era notado no seu tom de voz.

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