Lendas de Midgard - O Início

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Lendas de Midgard - O Início

Mensagem por Admin em Qui Jul 29, 2010 3:30 pm

A caminhada da sacerdotisa Lisandra era lenta e silenciosa, acompanhando a delicada sinfonia da noite completamente imersa em escuridão, pois estranhamente não havia lua ou estrelas brilhando. O mundo calava-se para a presença das trevas. Mas mesmo assim ela conseguia ouvir a canção da rebentação do agitado mar na cidadela de Pharos.

Pharos, uma ilha situada ao sul da misteriosa Fortaleza de Saint Darmian, sempre fora belíssima. Apesar de pequena, era um ponto comercial estratégico, devido a proximidade de Morroc, grande cidade comercial e de Comodo, pólo turístico de Rune-Midgard.

Andar pelo mercado de Pharos era garantia de encontrar bons itens a preços inigualáveis, até mesmo pela capital Prontera. Por ser uma cidade portuária, encontrava-se em seu marco zero, um imenso farol, que, de tão belo, diziam ter sido feito pelos próprios deuses. Tinha centenas de metros de altura, com inscrições que contavam sobre a história da formação de todos os reinos, assim como a batalha entre Tanatos e Morroc. Os simplórios afirmavam que se alguém chegasse ao topo do farol, seria premiado por uma Valquíria, que lhe concederia qualquer desejo.

Por isso, Lisandra tanto admirava aquela cidade. Tornou-se a principal sacerdotisa de Pharos, depois de muito tempo de estudo e dedicação. Hoje, aos 25 anos, ela dedicava a vida aos necessitados e a todos aqueles que dependiam dela. Era adorada por toda a cidade, mas, apesar de tudo, sentia-se sozinha, sendo o mar sua melhor companhia.

Mas, algo lhe perturbava naquela noite. Não conseguia sentir a vida que brotava da natureza. Não havia barulho de animais ou de qualquer ser vivo. Apenas um ou outro comerciante atravessava apressadamente as ruas, apesar de não ser tão tarde para os padrões de Pharos. Tudo que ela sentia eram as trevas apoderando-se de sua alma.

Seguiu então para a casa de seu amigo de infância Abel, o bruxo, pois sempre se sentia melhor quando falava com ele, pois em toda Pharos, era o único além de Lisandra que sabia o que era aventurar-se pelo mundo. Lá não havia guerreiros, ladinos ou justiceiros. Havia apenas Lisandra e Abel. Chegando à casa de seu amigo, Lisandra pode vê-lo do lado de fora, brincando de criar fogo mágico.

- Olá Abel, o que está fazendo? – perguntou Lisandra.
- Nada, apenas fazendo hora. Estou cansado, porém não consigo dormir. Algo me incomoda. – respondeu o bruxo.
- Também tenho o mesmo sentimento Abel. Mas, por que será? – perguntou a sacerdotisa.
- Da última vez que nos sentimos assim, lembro que demos de cara com o Drácula lá em Geffen. Espero que não...

Abel não terminou a frase. Ouviu-se um forte tambor e uma corneta vindos do início da cidade. O chão tremeu. O ar ficou mais denso, como se a escuridão abraçasse aos dois. Então ouviram o som mais terrível que já presenciaram. Centenas ou talvez milhares de criaturas monstruosas berravam, anunciando o prelúdio de uma tragédia. Era um ataque.

- Abel, vamos, temos que detê-los o mais rápido possível. – disse Lisandra alarmada.
- Certo! – apenas afirmou o arcano.

A pouco menos de 100 metros do portão de entrada de Pharos, Lisandra conseguiu identificar o que invadira sua bela cidade. Orcs, milhares deles. Entravam nas casas, matavam a todos e queimavam tudo. Mas não se contentavam em apenas matar. Esquartejavam, estupravam e empalavam todos os moradores da ilha. Era uma carnificina.

- BENÇÃO! – disse a sacerdotisa, abençoando o amigo bruxo.
- NEVASCA! – conjurou Abel.

Uma tempestade de gelo formou-se no local indicado por Abel, derrubando algumas dezenas de orcs. Porém, não foi o suficiente. Apenas serviu para deixar os orcs mais furiosos.

Acuados, eram como a sacerdotisa e o bruxo estavam. Os orcs estavam fechando o cerco, prontos para atacar, quando uma voz fria e maléfica ergueu-se em meio ao massacre.

- PAREM!! Esses dois são meus! – disse alguém na multidão.

Era um humano, um arquimago. Aquela figura humana parecia sugar todas as sombras locais, fazendo que nem mesmo o fogo ateado as casas iluminasse um raio de três metros em volta dele. Então Lisandra fitou aqueles olhos negros como as trevas e sentiu o ódio congelar-lhe a alma. Viu as marcas de amargura e ressentimento em seu rosto e soube que aquela era a expressão da morte.

- Lisandra, comece a preparar um portal para sairmos daqui. Eu lhe dou cobertura. Temos que fugir! – disse o alarmado Abel.
- Fugir?? Vamos deixar todas essas pessoas morrerem? Não podemos deixar nossos amigos, nossa família aqui. – disse a sacerdotisa.
- Não podemos vencer. A cidade será completamente destruída. Mas podemos alertar a outras cidades sobre o perigo. Então faça logo. – ordenou o bruxo.
- Ok! – afirmou Lisandra, com lágrimas nos olhos.

Então Abel voltou-se para o inimigo, que apenas sorriu maldosamente. Será que um bruxo teria chance com um arquimago? Não havia tempo para pensar. A ação deveria ser rápida.

- TROVÃO DE JÚPITER!! – conjurou o bruxo.
- Dratrivim Vantharenn iru gui. – pronunciou o arquimago.

As trevas envolveram o corpo do arcano inimigo, fazendo com que o trovão de júpiter atravessasse a névoa de escuridão.

- Mas o que significa isso? – disse o intrigado Abel. – Lisandra, está pronto ?
- Quase lá. Preciso encontrar apenas uma gema azul. – respondeu.
- Vai logo. NEVASCA... – apontou o bruxo para a escuridão.

Uma tempestade de gelo assolou tudo ao redor da escuridão, onde supostamente deveria estar o mago. Porém, Abel não contava com a perícia de seu inimigo, quando, antes mesmo do poder de sua nevasca findar, o arquimago apareceu na sua frente e com apenas um toque em sua mão, a petrificou.

Abel estava assustado, completamente acuado e não conseguia se livrar do forte aperto de seu inimigo.

- Abel, não!! Lex...!! - gritou Lisandra, indo em socorro ao amigo. Porém, antes que pudesse fazer algo, diversos orcs subjugaram-na.

Um sorriso maligno ficou estampado na face do arquimago, que, repentinamente, puxou as mãos de Abel, arrancando-as de seus braços. O sangue então jorrou, pois, propositalmente aquele ser hediondo petrificou apenas as mãos do bruxo, para que pudesse fazê-lo sofrer ainda mais, separando osso e carne.

Lisandra estava horrorizada. As mãos de Abel estavam a seu lado. Ele levava os braços ao rosto, tentando inutilmente tapar a hemorragia com a boca. A loucura já se apoderava de seu ser.

A sacerdotisa libertou-se dos orcs, ou provavelmente eles tenham deixado-a livre, e correu em socorro de seu grande amigo. Tentou ajudá-lo. Segurou-o e tocou seus braços, invocando todas as bênçãos que conhecia. Apelou para todos os deuses, chorando, implorando a eles que salvassem seu grande amigo. Mas nada foi capaz de curá-lo. Com o terror estampado no rosto, Abel se fora.

- DEMÔNIO!! ME MATE MALDITO, TERMINE O QUE VEIO DISPOSTO A FAZER! – gritou Lisandra.
- Não! – disse calmamente o arquimago. – Quero que você saia daqui e espalhe a noticia que o arquimago Vallen irá trazer novamente o ragnarok para essas terras. O mundo está sujo e precisa ser limpo novamente. E quando isso acontecer, eu serei o deus do novo mundo!! Agora, saia daqui.

Lisandra não acreditava naquelas palavras. Ele iria trazer um novo Ragnarok? A sacerdotisa não conseguia pensar, então decidiu ir, levando consigo o corpo de seu grande amigo Abel. Abriu o portal, saindo imediatamente na catedral de Prontera, onde fez os seus votos. Preparou o funeral de seu amigo e o enterrou atrás da grande igreja, onde sempre se lembraria daquele dia. Mas, ela tinha que defender o mundo de tal ameaça. Precisava de ajuda, precisava reunir os maiores heróis que se tinha notícia, para destruir definitivamente tal criatura.



Última edição por Admin em Qui Jul 29, 2010 5:08 pm, editado 1 vez(es)
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Hehe

Mensagem por Enryuu em Qui Jul 29, 2010 4:04 pm

Wow, história grande em, mas que valeu a pena ler, gostei do çeifador çinistro no final espero ler mais lol!

Cool.. lol!
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Re: Lendas de Midgard - O Início

Mensagem por Bibielle em Qui Jul 29, 2010 4:15 pm

Que linda história Rapha Very Happy
Parabéns!! *o*

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Gostei

Mensagem por Unite em Sex Jul 30, 2010 8:40 am

Smile Aee rapha, belo enrredo, considerando a historia e podendo prever a exercito com todas as classes, mais por favor matenha a SACER como principal¬¬
Muito bom, gostei muito, apesar de você ter matado o carinha no primeiro epsodio ¬¬
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Re: Lendas de Midgard - O Início

Mensagem por Magoice em Seg Ago 02, 2010 3:25 pm

fico rox
so q dependendo da petrificaçao fica mais dificil ainda de tira as partes do corpo ahsuahs
se a petrificaçao for só do lado de fora ele n pode se mexer so q quebra facil
so q se ela penetra na pele ai da pra quebra como se fosse terra .-.
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Re: Lendas de Midgard - O Início

Mensagem por Admin em Seg Ago 02, 2010 3:31 pm

Magoice escreveu:fico rox
so q dependendo da petrificaçao fica mais dificil ainda de tira as partes do corpo ahsuahs
se a petrificaçao for só do lado de fora ele n pode se mexer so q quebra facil
so q se ela penetra na pele ai da pra quebra como se fosse terra .-.

Então, se a petrificação do jogo fosse por dentro, seria K.O. em todos os ataques seguidos.
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